quarta-feira, 5 de março de 2008

A LUVA NEGRA

O título tinha que ser com letras maiúsculas, sim!
Foi a primeira estória comprida que escrevi. Aliás, a primeira, não, pois antes dela eu cometi uma bem pior, intitulada Lembranças e Cinzas. Mas esta última, escrita à mão, em grossos cadernos, era tão somente uma estória da autoria de uma adolescente insuportavelmente romântica e, por isso, ficou relegada às traças.
Mas, não sei porque, gostei de A Luva Negra! Tratava-se de um romance policial que foi publicado em capítulos (não mais me lembro quantos) nas páginas do jornal O COLATINENSE. Muitos dos meus conterrâneos, durante a década de sessenta, acompanharam as peripécias do simplório Inspetor Jacob.
Todas as vezes que eu ia ao Banco do Brasil, eram-me assestadas várias perguntas, proferidas pelos interessados nos acontecimentos do próximo capítulo. Curiosos e sentados atrás de seus guichês e mesas de trabalho, eles martelavam rápida e eficientemente calculadoras e máquinas de escrever Remington ou folheavam grossos calhamaços de documentos. Pois é: os rapazes que trabalhavam no Banco liam com interesse a minha estória. Como isso me gratificava! Ainda que fosse apenas uma questão de gentileza para comigo!
Muito obrigada, meus amigos!

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