segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Se ela dança... eu danço...
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Zelita 10
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Saudades...
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Zelita 10
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Resposta a uma pergunta 2
Eu sei que o blog é considerado maldito pela comunidade internauta dita intelectual uma vez que ele aceita tudo quanto é besteira (e coisa boa também) geralmente assinada por uma meninada irresponsável e muito doida que não está nem aí pra tentar aprender mais e mudar o comportamento de sua geração. (E, cá entre nós, o coitado e conformado blog aceita inclusive as asneiras que eu assino! hehehehe!).
Mesmo assim, vou continuar, pois, não tenho outra saída. E, a meu ver, esta é uma saída honrosa.
Mas eu estou certa de que o meu joelho vai sarar e me permitirá dançar o tango, a dança-do-ventre, o samba, o rock, a salsa, o funk, enfim, todos os ritmos do mundo!
Mesmo assim, eu ainda vou continuar fazendo o meu blog, porque fazer blog é mesmo bom demais!
Virou cachaça, sacou?
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Resposta a uma pergunta
Para que você quer fazer um blog?
Eu respondi:
Mas por quê a pergunta?
Será que blog é só pra gente jovem? Meti meu nariz onde não devia?
Mas eu já explico.
Acontece que eu não estou podendo cozinhar, nem lavar roupa, nem arrumar as minhas coisas, nem dançar e nem bater perna. Há mais de um mês permaneço em casa o tempo todo, paradona, num tédio sacal.
Além disso, as muletas me deixam toda doída. Dói tudo mesmo! Os meus pés também incharam. Assim sendo, eu não tenho outro recurso senão me amoitar na cama, nas cadeiras, nos sofás e, especialmente, em frente ao computador. Foi por isso que resolvi fazer um blog só pra não ficar curtindo, numa pior, os meus atuais problemas de saúde.
No blog eu jogo tudo o que penso sem precisar escrever um livro e também sem me preocupar com o fato de publicá-lo. Não me importo também que ninguém queira ler o meu blog. Mas vou me importar sempre que alguém se disponha a lê-lo! Vou ficar mesmo muito feliz!
E para não encher o espaço disponível só com letrinhas, eu faço questão de enfeitar meu blog com postagens bonitas, coloridas e muito especiais por que fazem parte de minha vida.
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sábado, 16 de fevereiro de 2008
Fabiana, minha muito séria e querida sobrinha!
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O Ontem e o Hoje - 2
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Juliana e tia Zélia
Óia nóis aí, né Ju? Vixe que eu nunca pensei que pudesse enfeitar tanto um retrato! Beleza pura!
Nós sempre fizemos uma dupla e tanto, não é? E, sem dúvida nenhuma, euzinha aqui, como sempre, sou a mais bonita do retrato, disso tenho certeza!
E depois dessa, o jeito é dar muita risada!
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Agora sim! Valeu!
Estou mais tranqüila, depois de praticamente virar o coitado do meu blog pelo avesso. Aconselho o blog a todos aqueles que gostam de escrever.
Trata-se de um exercício sensacional, cheio de idas e vindas, volteios e mais volteios. Se fosse uma dança, sem dúvida, poderia ser comparado ao tango.
Maravilhoso! Eu ainda vou ser craque no blog assim como desejo um dia ser craque no tango. Se o meu joelho permitir. Espero que sim.
Por enquanto eu estou apenas começando a blogar, mas, com certeza, pretendo ir longe.
Um conselho de amiga para quem gosta de escrever como eu: sejam blogueiros, como eu.
Alô, prima Izette! Alô escritor Olney Braga, meu companheiro do ginásio e do Científico! Alô, amigo e escritor Paulo Pena: O que estão esperando? Venham me fazer companhia!
Não me deixem só! hehehehehe!!!!!
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Puxa! Que legal!
Modéstia às favas, posso até afirmar que tenho aprendido à beça nestes últimos dias! Estou até me surpreendendo comigo mesma diante da facilidade com que consigo captar melhor como a coisa toda funciona!
Estou muito entusiasmada com esta nova atividade que é mesmo fascinante!
Não consigo mais parar!
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Adoro escrever!
Escrevo minhas bobagens no meu singelo blog e, mesmo que elas não venham a ser lidas, sinto uma sensação gostosa, gostosa só não, na verdade eu sinto uma sensação indescritível ao vê-las publicadas! Como no passado...
Logo que comecei a utilizar o blog como um meio de comunicação, eu me questionei: e se eu cometer enganos tais como erros gramaticais, erros de pontuação ou outras falhas mais? Imaginei que fosse ficar decepcionada comigo mesma, mas, qual nada! Isso, felizmente, não aconteceu.
Pois bem: algumas tolices já foram cometidas, mas, ao detectá-las, assim que foram publicadas, fiquei sem saber como corrigi-las e deixei-as pra lá. Mas não faz mal!
Não sou e nem tenho pretensão de ser literata. Eu me considero tão somente uma escrevinhadora entusiasmada. É possível até que eu deixe muito a desejar, mas, mesmo assim, eu não vou parar. Só se Deus não mais me permitir condições para tanto.
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Bons tempos aqueles!
Blackboard jungle... One, two, three, o’clock eight, o’clock rock! Yeah!
Que vontade de dançar! Eu estava no Rio de Janeiro, no ano de 1955, quando fui ao Metro Passeio, na Cinelândia, a fim de assistir ao filme que era a sensação do momento e que hoje é um cult do cinema preto e branco. Foi no escurinho do cinema que eu participei daquela explosão animada de jovens, ante os acordes do primeiro rock'n'rol interpretado por Bill Halley Comets, bem no início da apresentação do filme Sementes de Violência.
Voltei a ver esse filme na tevê, semana passada, através da TCM.
No filme em uma conversa com um colega de magistério, Glenn Ford falava das dificuldades então enfrentadas pela classe.
E Sidney Poitier, o genial ator negro, ainda quase um menino, já mostrava o seu talento precoce.
O cinema, foi, para mim, um dos grandes baratos nesta vida!
Personagens marcantes: a Scarlett O’Hara, de Vivien Leigh - a meu ver, ela foi mulher mais tinhosa e egoísta dos grandes filmes. Mas, honra seja feita: determinada e corajosa ela também era! E como metia os pés pelas mãos! Um desastre em forma de mulher!
Belinda – interpretação magistral de Jane Wyman, premiada com o Oscar de 1948. O filme só foi apresentado na minha cidade natal, Colatina-ES, nos meados dos anos cinqüenta.
Na mais tocante cena que eu já assisti, no cinema, a jovem muda (Jane Wyman) se ajoelha diante do caixão onde jaz o pai e, gestualmente, ora o Pai Nosso, mostrando um sofrimento de causar arrepios e arrancar lágrimas do espectador. Magistral!
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Os mais belos amores da literatura e os meus poetas preferidos
Talvez por isso mesmo, muito me encantaram as belas histórias de ABELARDO E HELOÍSA, TRISTÃO E ISOLDA, ROMEU E JULIETA.
E, porque eu a considero lindíssima, deixo grafada no meu blog a minha frase preferida, desde que eu aprendi um pouco de francês. O seu inspirado autor foi o grande poeta bengalês Rabindranath Tagore, dono de uma inspiração invejável:
“Si tu pleures d’avoir perdu le soleil, tes larmes t’empecheron de voir les ettoilles.”
Traduzo : Se tu choras por ter perdido o sol, tuas lágrimas te impedirão de ver as estrelas.
E, ao falar de um poeta, é muito gratificante recordar o incomparável Fernando Pessoa que Portugal nos deu de presente e que, nos versos abaixo, com tanta propriedade se define não só a si mesmo como a tantos outros grandes versejadores:
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que finge sentir que é dor
A dor que deveras sente.
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Os romances inéditos
Assim que os concluí, se quisesse publicá-los, sem maiores delongas, eu teria que lançar mão de recursos pessoais, mas, infelizmente, não dispunha de uma verba significativa que me proporcionasse condições de fazer frente a tais despesas. Eu não teria a coragem necessária para enfrentar um fracasso com a conseqüente perda da pequena poupança que guardo para me garantir uma velhice mais tranqüila. Por isso, desisti.
No final do ano passado eu me enchi de coragem e enviei os originais do meu romance mais recente para uma editora.
Segundo informações que me repassaram, ele se encontra na fila de espera para análise.
Vamos ver o que acontece...
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Minha incursão nos meios literários do interior
Ah! Essa eu faço questão de confessar de peito aberto. A despeito do meu receio de cair numa posição ridícula, também assumi uma coluna social no início dos anos sessenta.
Mas, espero ser entendida: de jeito algum eu me envergonharia de ser colunista social. Apenas acreditava que não tinha perfil para tanto.
Minha família era modesta e, por isso, eu não freqüentava os ambientes sociais de minha cidade. Mas passei a freqüentar, aos vinte e oito anos de idade.
Depois de recusar muitas vezes o convite que me foi feito por Antonio Carlos Antolini, então Diretor do jornal O Colatinense, eu decidi aceitar. Na tentativa de permanecer no anonimato, eu escolhi a então pomposa sigla JK, devido à timidez que por toda a vida me esforçara por ocultar até de mim mesma. Assumir de peito aberto seria mesmo um atrevimento! Tinha receio das críticas. Mestiça oriunda de raças negra, indígena e branca, preocupava-me o fato de alguma forma agredir a sociedade colatinense cujos habitantes, na sua maioria descendiam de italianos e sírio-libaneses.
Mas foi bom para mim, pois, sem agressão ou ironia, pelo contrário, com muita dignidade, ousei falar deles e do seu motus vivendi. Sim, eu fui JK, ou melhor, na verdade, uma personagem de cognome Julietta Kreoulla, a colunista social mais fora de esquadro que já conheci. A meu ver, ela era tão ridícula que antes mesmo da minha farsa vir totalmente a público, eu mesma abri o jogo, passando a assinar a coluna com meu nome real.
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Suprema ousadia
Depois de receber constantes estímulos não só da família como de professores, colegas e muitos outros, eu passei a acreditar no meu talento para as letras.
Então, passei a criar copiosa e entusiasmadamente.
Escrevi muito e com a maior animação.
O Professor Judson Gonçalves de Aguiar permaneceu nas minhas lembranças não só pelas suas qualidades de professor de História, como pelo fato de ter me estimulado de um modo muito especial... e diferente.
Um ano letivo muito apertado pra mim devido à minha velha ojeriza pela Matemática me deixou em sérios apuros. Por isso, eu me vi obrigada a me dedicar mais à detestada matéria pra não ter de enfrentar uma indesejável segunda época (essa era, no meu tempo, a conhecida recuperação dos dias de hoje, só que bem mais puxada naquele tempo).
Resultado: mal li a matéria de História marcada para uma das últimas provas mensais.
Na hora da prova eu não me enervei, pois isso de nada mais me adiantava: limitei-me a responder corretamente alguns quesitos, mas, na hora da dissertação, descobri que mal havia passado os olhos naquele assunto. Mesmo assim, eu fui à luta.
Escrevi o pouco que me lembrava acerca da Tríplice Aliança e procurei encher lingüiça o mais que pude.
O professor, um baixinho empertigado, de óculos de fundo de garrafa, ao me entregar a prova corrigida, olhou pra mim, muito sério, e sentenciou:
-Zélia, você merecia uma nota bem mais baixa, mas eu só lhe conferi a que recebeu, por reconhecer que você é a maior e mais esperta enchedora de linguiça que eu já conheci nesta minha vida de professor.
A classe inteira disparou numa risada uníssona e escandalosa e eu, vermelha até a raiz dos cabelos, morrendo de vergonha, recebi a prova e, só então, mostrei os dentes num sorriso sem graça mas agradecido. A nota era um gorducho e belo 8(oito)!
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domingo, 10 de fevereiro de 2008
Arquivos não muito secretos
Os meus arquivos pessoais ficavam zelosamente escondidos debaixo do meu colchão.
Desde que comecei a criar estórias, aos dez anos, eu usava esse artifício para evitar fossem eles lidos por alguém que não a autora daqueles escritos. Não queria que ninguém tivesse acesso aos mesmos sem a minha devida permissão.
Os meus motivos: Eu tinha vergonha de mostrar aquelas baboseiras até mesmo à minha família. Receava partilhar um segredo talvez sem razão de ser.
Como sabia não ser possível driblar por muito tempo a vigilância de Dona Jacyra, a minha zelosa progenitora, antes mesmo que se fizessem necessárias as indefectíveis faxinas, eu aproveitava as horas em que ela ia lavar roupa no Rio Santa Maria, ajudada por minha irmã Zilnete, dois anos mais velha do que eu e tratava de examinar aquela papelada toda. A maior parte ia bem rasgada para o lixo, rejeitada pelo meu implacável senso crítico. Os poucos papéis que sobravam eu tratava de esconder bem disfarçados na prateleira na qual guardava meus objetos escolares.
Só descobri que valia a pena continuar escrevendo e que já não precisava ocultar meu precioso arquivo quando Dona Altamira Silveira de Moraes, a minha professora do 4º ano do Grupo Escolar Aristides Freire valorizou minhas dissertações de fatos históricos e de conhecimentos geográficos assim como as chamadas composições de minha autoria, criações que me proporcionaram boas notas em Língua Portuguesa. Que alegria para a raquítica e cabeçuda aluna que era eu!
Quanto à Matemática, nem me atrevo a comentar. Aprendi mesmo pro gasto, pra passar de ano e nada mais.
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sábado, 9 de fevereiro de 2008
"UM GOSTO DE LEITE QUENTE COM MEL"
Faltaria alguma coisa muito especial ao meu blog se nele eu tivesse deixado de homenagear o meu amigo Paulo Henrique Pena, de cuja amizade devotada tenho a satisfação de desfrutar há quase trinta anos.
Escritor inspirado de JUMBO(a história encantadora de um gatinho siamês, contada pelo próprio felino, que viveu por longos dezoito anos) Paulo é ainda autor de outras obras dignas de menção.
Ainda voltaremos a falar nele.
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Os meus
É, na verdade, sem sombras de dúvidas,a instituição mais importante que Ele criou.
No seio dela a gente cresce, ri e chora, perdoa, aprende, briga(e por que não?). Teria que ser diferente? Afinal, o ditado popular afirma com certeza e sem medo de errar: da discussão nasce a luz! Simplório e verdadeiro, né não?
A minha família está sempre comigo, aqui bem dentro do meu coração!
O pai(Fabiano) há muito já se foi para o outro lado da vida. A mãe(Jacyra) e a irmã mais velha(Zilnete) também partiram há pouco mais de dez anos. A nossa cunhada, Idézia, pessoa de muitos méritos, também nos deixou há oito anos. Só sobramos nós.
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Nós, conjuntamente unidos, uns e outros....
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Ai, que medo!
No entanto, ele tinha uma certa mania: quando acordava de mau-humor, o que não era raro, invariavelmente soltava algumas "pérolas" que tinham como alvo os ouvidos da Marocas, sua paciente cara-metade, esta, como sempre, já se preparando para saltar da cama.
Não me prestarei a repetir os palavrões e as ofensas dirigidas à vida, ao país, aos políticos(esses, os que mais mereciam!), ao mundo e à mulher que se esgueirava da cama, silenciosa, depois de dirigir uma curta prece ao Criador e fazer o sinal da cruz.
Mas num dia daqueles, o Tião acordou e não viu a Marocas ao seu lado.
-Marocas! Ó Marocas! Onde, diabos, se meteu essa vaca assim tão cedo que nem se dá ao luxo de me responder? Responde, anda Marocas! Que merda! Cadê a minha roupa, mulher?
Acostumado a ter sempre uma muda de roupa numa cadeira e os chinelos alinhados ao lado da cama, a sua estranheza era mais do que compreensível.
Irado, Tião saltou da cama, bexiga cheia, e, mesmo em cuecas, deixou o quarto e, depois de uma rápida aliviada na privada situada bem em frente à porta do dormitório, em dois passos atingiu a porta da sala, na qual parou de chofre, não só engasgado como também aterrorizado pelo que via.
Havia um grupo de pessoas no pequeno aposento. Alguns falavam baixo, outros oravam e, bem no meio da sala, havia sido montada uma câmara ardente, motivo do seu susto. Tião espichou o pescoço, cruzando as pernas envergonhado por estar em trajes menores. Gritou, apavorado, ao reconhecer o finado:
-Cristo Senhor! Sou eu! Eu morri e não me dei conta disso! E agora, o que faço?
Ele viu Marocas chorando copiosamente ao lado do caixão.
Atarantado, ele voltou para o quarto, enfiando-se sob as cobertas, tremendo e sentindo uma dor de barriga insuportável. Fechou os olhos, agoniado.
Quando abriu de novo os olhos, deu de cara com Marocas que o sacudia, preocupada.
-Que aconteceu, homem de Deus? Está doente? Que cara é essa? Hum! O que é isso? Que fedor insuportável!
A mulher tapou as narinas, sufocada.
-Credo! O que foi isso, Tião? Raios, homem! Emporcalhou os meus lençóis e até mesmo o colchão novo! Que horror!
A coisa boa dessa estória: Tião nunca mais acordou mal-humorado.
Podem acreditar: Ele e Marocas viveram felizes para sempre!
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Zelita 10
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Meus trabalhos
Que delícia voltar a escrever sem precisar usar lápis e borracha ou caneta! Crônicas, contos, poesias jorraram para dentro do computador.
A partir de 2001, eu contei mais duas estórias em forma de romance, hoje devidamente registradas no Escritório de Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional.
E pretendo continuar. Neste blog, muitas estórias curtas estarão disponíveis para quem quiser lê-las.
À primeira delas eu dei o título que se segue: AI, QUE MEDO!
Um abraço para todos.
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Zelita 10
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