domingo, 13 de abril de 2008

A história da nossa cadelinha



Ela nasceu juntamente com mais quatro irmãozinhos: filhotes malhados, filhotes pastores alemães, filhotes fila, cada um deles media cerca de vinte e cinco centímetros, enquanto Pequetita, minúscula, cabia na palma da mão de Zaurô, minha irmã.Ela mais parecia uma aranha negra.
Não conseguia abocanhar as tetas da mãe que, algumas horas depois do nascimento da filhota, veio trazê-la na boca, aflita, para que Zaurô resolvesse o problema.
A cadelinha ia morrer, mas, Zaurô não permitiu que isso acontecesse, passando a alimentá-la valendo-se de um conta-gotas que enchia com leite de vaca e, pacientemente, matava a fome da cadelinha.
Quando, cansada, ela parava de mamar no conta-gotas, a sua barriguinha parecia que ia estourar.
Algum tempo depois, passou a mamar num chuca.
A cadelinha cresceu, ganhou peso e, com isso, o veterinário ficou pasmo. Pasmo e alegre ao perceber que Pequetita (o nome foi dado por ele)havia sido salva pelo amor.
Ela viveu onze anos. Acho que não suportou a solidão e a saudade de seus pais, mortos no ano anterior.

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